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História – Câmara Chinesa | Uma ponte entre Brasil e China

História

Como são raramente encontrados registros históricos sobre a Dinastia Xia, a existência da Dinastia Xia ainda é questão polêmica entre historiadores. Por isso, a Dinastia Shang foi a primeira dinastia da antiguidade chinesa já confirmada por documentos desenterrados.

A Dinastia Shang fundou-se no século 16 a. C e terminou no século 11, durante um período de cerca de 600 anos.Em seus primeiros tempos, foi transferida a Capital por várias vezes, e finalmente ficou na região Ying (próxima a atual Anyang, província de Henan). Os objectos desenterrados comprovam que no início da dinastia, a civilização da China já se desenvolveu a um alto nível, principalmente com Jiaguwen, que é inscrição feita em casca de tartaruga e ossos. Só pela sua arte, a civilização chinesa da época dos Shang apresenta-se já, praticamente, tanto como uma civilização de caçadores e criadores como de agricultores.

Os estudos sobre objectos desenterrados comprovam que durante a Dinastia Shang, já se formou o Estado, a propriedade privada já estruturada. Podemos concluir que a partir da Dinastia Shang, a história da China antiga já entrou na sua época de civilização.

A terceira dinastia da antiguidade chinesa foi a Dinastia Zhou que se fundou no ano 1027 a. C e terminou no ano 256 a. C, derrubada pela Dinastia Qin com o domínio de mais de 770 anos. Marcada com a transferência de sua Capital para o leste, os primeiros tempos da Dinastia Zhou, é chamado do Zhou do Oeste, e depois, Zhou do Leste que é dividido por períodos de Primavera e Outono e Estados Combatentes.

Em 221 a.C., o estado de Qin finalmente saiu vitorioso no período dos Estados Combatentes na Dinastia Zhou e estabeleceu um império forte e autoritário, começando a Dinastia Qin. Os Qin empreenderam uma reforma completa na sociedade e no governo, utilizando-se das teorias legistas para tal fim. Unificaram o poder em torno da figura do Imperador Qin Shi Huang Di, suprimindo grande parte da influência e dos direitos nobiliárquicos. Centralizaram a administração pública nas mãos do corpo burocrático, estabelecendo as diretrizes funcionais dos cargos e atributos das posições.

Uma das maiores contribuições da unificação da China foi unificação de sua escrita. Além disso, foi ainda unificada as medidas de peso, volume e extensão. Igualmente como a escrita, elas eram bem diferentes de região a região, o que obstruiu o desenvolvimento econômico. Foram unificadas ainda moedas e leis, dando assim bons alicerces para um salto do estado, além de reforçar o poder central.

A dinastia Han do Oeste foi entre os anos 206 e 8 a. C fundada pelo imperador Gao (Liu Bang) e com a capital estabelecida em Chang´an. Os Han foram ainda mais efetivos na administração do Império, embora tenham suavizado suas características autoritárias. Com a estabilidade política e econômica, registraram-se desenvolvimentos na indústria de ateliê, comércio, cultura e arte, bem como em ciências naturais. Com a elevação do nivel científico, elevou-se o nível de fundição e metalurgia, tecelagem. Além disso, foram desenvolvidos intercâmbios diplomáticos e comerciais com países da Ásia ocidental através da rota da seda.

A dinastia Wei e Jin foi entre os anos 220 e 559 de nossa era. Em fins do século II, o domínio da Han do Leste debilitou-se, com o que a história da China entrou num período relativamente comprido de divisão. No início, foram os reinos de Wei, Shu e Wu (entre os anos 189 e 265), que foram acabados com Jin do Oeste, porém, o último durou pouco tempo (entre os anos 265 e 316) com mais divisões. Quando o Jin do Oeste estabeleceu Jin do Leste (entre 317 e 420) ao Sul do Rio Yangtsé, o norte mergulhou-se numa situação caótica com 16 reinos lutando pelo poder.

Nesse período, o sul teve economia desenvolvida. Por isso, etnias do oeste e norte passaram para o sul, formando uma grande harmonia e convivência entre nacionalidades. Na área de cultura, apareceram escola de filosofia Xuan, budismo e taoísmo, em que os últimos dois lutavam e se desenvolviam. Porém, o budismo foi mais protegido pelos governadores.

Mesmo a divisão tendo influenciado o desenvolvimento econômico, a convivência entre diferentes nacionalidades foi sem precedentes. Foi nesta circunstância que muitas etnias do norte passaram a se naturalizar na han.

A dinastia Sui estabelecida pelo imperador Yang Jian no ano 581 durou apenas 37 anos até o ano 618, quando o imperador Yang Guang foi enforcado, sendo por isso, uma dinastia muito curta na história chinesa. Já a Dinastia Tang sobreviveu por 289 anos desde sua fundação em 618 até 907 quando foi derrubada por Zhu Wen.

No período das dinastias Sui e Tang, o regime jurídico foi muito bem implementado, com sistemas para administração, para provas vestibulares, para cobrar impostos, o que exerceu grandes influências às gerações posteriores. Nesse período, foram adotadas já abertura, com mais intercâmbios econômicos e culturais com o exterior.

Fundado o estado em 1206 pelo Gengis Khan, o Kubilay Khan, neto de Gengis Khan fundou a dinastia Yuan em 1271 e derrubou a Dinastia Song em 1279 tendo estabelecido sua capital em Beijing. Segundo registros, os mongóis viviam no deserto. O Gengis Khan derrotou suas tribos adversárias, tendo unido a parte mongol e estabelecido o estado.

A China das dinastias Tang, Song e Yuan foi o país mais próspero no mundo, cujas economias e culturas eram muito atrativas no mundo. Nessa altura, comerciantes e eruditos de outros países vieram frequentemente à China, de modo que o país tinha mais contatos com o exterior. Na dinastia Yuan, diplomatas ocidentais e asiáticos vieram à China com maior frequência, tendo estabelecido laços estreitos com Japão e outros países do Sudeste Asiático, enquanto os navios iam e vinham nos mares entre a China a Índia. Para esses intercâmbios, além da via marítima, funcionava a via terrestre atravessando a Yunnan.

Na dinastia Ming, a agricultura era mais desenvolvida, a indústria têxtil, de porcelana, exploração de minérios de ferro, fundição de cobre, fabricação de papel e a indústria naval também avançaram muito. O comércio com o exterior foi mais frequente. Foi exatamente nesta dinastia que Zheng He expediu por 7 vezes ao ocidente, tendo percorrido mais de 30 países e regiões. Porém, no último período da dinastia Ming, a China sofreu por invasões do Japão, Espanha, Portugal e Holanda.

A economia mercantil se desenvolveu, tendo aparecido muitos sinais de capitalismo. Abundantes mercadorias e facilidades de transporte levaram a formar vários centros comerciais de dimensões diferentes, tais como cidades de Beijing, Nanjing, Suzhou, Hangzhou e Guangzhou.

A Dinastia Qing sobreviveu entre 1644 e 1911. Nesta, a nação chinesa ainda era país agrícola, feudal e com xenofobia e auto-confiança. Depois de meados da dinastia, as contradições sociais tornaram-se cada dia mais aguçadas, as lutas anti corte sucederam-se umas após outras, das quais, a rebelião da escola religiosa Bailian sacudiu a fase mais próspera da dinastia Qing.

A guerra de ópio em 1840 e invasões imperialistas posteriores obrigaram a corte imperial de Qing a assinar vários acordos de desigualdade, tendo alugado terras e pago indenizações, além de abrir portos e permitir estrangeiros entrar na China, de modo que a China se atolou numa sociedade semi-feudal e semi-colonial. Com a corrupção política, monotonia de pensamento e fraquesa e humildade demais, a dinastia Qing entrou em sua fase decadente. O povo vivia sofrendo e se levantou em lutas e movimentos anti feudal, tais como o movimento “Reino Celestial Taiping” e “Exército Nian”. Para salvar sua administração, classes dominantes recorreram a umas reformas, tais como “Movimento de Ocidentalização” e “Movimento Reformista de 1898”, pretendendo levar a nação a uma prospera e indendência com reformas internas. Porém, todas fracassaram, enquanto muitos reformistas sacrificaram-se pela nação. Mas, o patriotismo tinha se levantado cada dia mais. Em 1911, ocorreu a Revolução de 1911, ou revolução democrática de burguesia da China que finalmente derrubou a dinastia Qing, com isso acabou o sistema feudal que durou mais de 2000 anos, enquanto a China entrou numa nova época histórica: a República da China.

Em 1 de janeiro de 1912, Sun Yat-sen do Kuomintang (Partido Nacionalista ou KMT) foi proclamado o presidente provisório da República. No entanto, a presidência foi dada mais tarde a Yuan Shikai, um ex-general Qing. Após a morte de Yuan Shikai em 1916, a China estava politicamente fragmentada. No final dos anos 1920, o Kuomintang nacionalista de Chiang Kai-shek foi capaz de reunificar o país sob seu próprio controle através de uma série de hábeis manobras políticas e militares, conhecidas popularmente como a Expedição do Norte. A desconfiança permanente entre o Kuomintang e os comunistas levou à retomada da guerra civil. Em 1947, a lei constitucional foi estabelecida, mas por causa da contínua agitação muitas disposições da Constituição da República da China nunca foram implementadas na China continental.

Os conflitos da Guerra Civil Chinesa terminam em 1949, quando o Partido Comunista tomou o controle da China continental e o Kuomintang recuou para o mar, reduzindo seu território para apenas Taiwan, Hainan e suas ilhas vizinhas. Em 1 de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a criação da República Popular da China, que ficou conhecida no ocidente como “China comunista” ou “China Vermelha” durante o período da Guerra Fria. Mao encorajou o crescimento da população e, sob a sua liderança, a população chinesa quase duplicou. No entanto, o “Granda Salto Adiante” de Mao, um projeto de larga escala de reforma econômica e social, resultou em um número estimado de 45 milhões de mortes entre 1958 e 1961, principalmente por causa da fome.

Após a morte de Mao em 1976 e a prisão do Bando dos Quatro, que foram responsabilizados pelos excessos da Revolução Cultural, Deng Xiaoping rapidamente arrebatou o poder do sucessor de Mao, Hua Guofeng. Embora ele nunca tenha se tornado o chefe do partido ou do Estado, Deng foi o “líder supremo” de fato da China na época e sua influência dentro do Partido levou o país a importantes reformas econômicas.

A morte do oficial pró-reforma Hu Yaobang ajudou a desencadear o Protesto na Praça da Paz Celestial, em 1989, durante o qual estudantes e outros civis fizeram campanha por vários meses, pedindo o combate contra a corrupção e uma maior reforma política, que incluísse os direitos democráticos e a liberdade de expressão. O incidente tornou-se particularmente famoso na época.

O país aderiu formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001. O rápido crescimento econômico que tornou a economia chinesa a segunda maior do mundo, também impactou severamente os recursos naturais e o meio ambiente do país. Outra preocupação é que os benefícios do crescimento da economia não foram distribuídos uniformemente entre a população, resultando em uma ampla lacuna de desenvolvimento entre as áreas urbanas e rurais. Como resultado, com o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao, o governo chinês iniciou políticas para abordar estas questões de distribuição equitativa de recursos, embora o resultado continue a ser observado. Os padrões de vida melhoraram significativamente, mas os controles políticos se mantiveram estáveis

Durante a mudança da liderança da China em novembro de 2012, Hu Jintao e Wen Jiabao foram substituídos como presidente e primeiro-ministro por Xi Jinping e Li Keqiang, que assumem tais cargos em 2013.

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